Documentário sobre software livre

O último post que fiz falava sobre o Audacity, um software livre para a edição de áudio. Muitas pessoas já devem ter ouvido falar essa palavra, mas nunca devem ter conhecido um pouco da história e dessa nova maneira de produzir conhecimento e tecnologia. Mesmo não sendo o foco específico do WhiteNoise, é indiscutível o papel central das interfaces tecnologica na produção artística. Neste cenário os softwares livres representam um papel fundamental para a popularização do acesso aos programas e na formação de comunidades engajadas na criação e no aprimoramento de ferramentas. Segue um documentário, dica de Felipe Machado, sobre software livre produzido pelo Grupo de Usuários de Software Livre da Universidade Federal do Tocantins – GUSoLUFT.

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Audacity – Software de edição de áudio

audacity-logo-r_50pctUma das questões importantes quando vamos trabalhar com edição de áudio é a escolha do programa. Uma dica interessante é o programa Audacity, ele corresponde ao SoundForge e funciona muito bem para quem quer editar uma trilha simples, fazer um programa de rádio/podcast ou mesmo editar um áudio. O ponto positivo é que o Audacity é um software livre que pode ser baixado gratuitamente e tem uma grande rede de desenvolvedores que estão constatemente melhorando o programa e adicionando novos plug-ins. A sua utilização é simples e muito similar ao SoundForge, o arquivo para download é leve (2,1 mb) e tem versões em português para Mac e Linux/Unis. Recentemente fiz a edição de uma trilha sem muitas dificuldades para achar os comandos e a funções necessárias.

Abaixo seguem os links para baixar o Audacity e o seu pacote de plug-ins.

http://audacity.sourceforge.net/?lang=pt

Plug-ins:
http://audacity.sourceforge.net/beta/ladspa/ladspa-0.4.15.exe

O vídeo abaixo é uma aula em português do Audacity, quem se interessar pode assistir mais 8 aulas como esta.

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Manipulação de imagens para shows?

Alguns grupos ou coletivos artísticos têm interesse de conhecer interfaces para modular e manipular dados, vídeos e efeitos, que enriqueçam o trabalho complementando a atuaçao em tempo real. O problema é que softwares para esse tipo de trabalho, na maioria das vezes, pertecem a grandes coorporações e os custos para obter uma cópia original  pode ser bastante elevado. Outras vezes acesar a todas as possibilidades da ferramenta requer  um grau de conhecimento técnico e nem sempre disponibilizamos  tempo e desejo de aprender tantos detalhes.

Nossa intenção tampouco é ensinar o caminho das pedras, mas, apresentar algumas possibilidades onde os usuarios possam trabalhar com softwares livres, eficazes e muitos sensitvos. Uma interface muito interessantes  para atuações ao vivo é o gephex, software livre, de fácil manejo que é atualizado constantemente esta programado para funcionar tanto em Pc como em Mac, possui portas midi e se pode trabalhar com elementos externos como joystik.

Quem ainda não experimentou trabalhar a manipulação de vídeos por joystik, é uma boa possibilidade porque permite jogar em movimentos tantos circulares em 360 graus como em angulos retos, desenvolvendo efeitos de vídeos precisos.

Página oficial do software http://www.gephex.org/

Tutoriais, pacotes e plugins: http://www.estudiolivre.org/tiki-index.php?page=GePheX#Tutoriais_de_uso_do_a_title_sem_descri_o_href_tiki_index_php_page_GePhex_class_wiki_GePhex_a_

DeCo Nascimento

  

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Wi: Journal of Mobile Media

O jornal canadense sobre mídia móveis traz uma série de artigos relacionados a transmissão de programas de rádio. A partir da dica André Lemos encontrei algumas matérias relacionadas ao universo sonoro e ao rádio.

Quem tiver interesse pode ver dois artigos interessantes: Radio as Intrument e Radio Activity: Articulating the Theremin, Ondes Martenot and Hammond Organ. Os trabalhos trazem boas reflexões sobre a utilização dos intrumentos musicias eletrônicos com fins sonopláticos. Um fator interessante é que os artigos trazem conteúdos multimídia e links para outros sites. Para quem não conheçe o Theremin e o Hammond os trechos sonoros mostram bons exemplos para familizarizar o leitor com o som desses intrumentos.

Foi muito interessante ver esses artigos, porque me fez pensar sobre o conteúdo de muitos artigos acadêmicos que dissertam longamente sobre um objeto visual ou sonoro sem dar ao leitor a possibilidade de compartilha da fruição desse material. Os artigos da Wi fazem uma boa utilização desses recursos multimídia para materializar os conteúdos analisados.

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Arte Sonora – breve, breve histórico.

Na década de setenta, na fronteira das artes visuais, a música e o som começam a ser utilizados num contexto  expandido se aproximando da escultura, da instalação e da criação plástica. Este intercâmbio entre as artes misturando o plástico, a música e a arquitetura passou a ser designado sound art – arte sonora.

Mesmo o termo arte sonora tendo sido utilizado, inicialmente, na década de setenta, no contexto musical, movimentos e obras podem ser considerados referência para seu desenvolvimento. A música futurista tendo como principal autor Luigi Russolo é um exemplo disso. As incursões musicais estabelecidas por Russolo se baseavam em contemplar o ruído, atribuindo parâmetros musicais que se fundamentavam no ambiente sonoro da cidade e pelo convívio cotidiano das máquinas e seus ruídos mecânicos.

Outros percusores da arte sonora são Oskar Fishinger y Normam McLaren, responsáveis por criar uma nova linguagem entre o som e a imagem por meio da musica visual das animações do primeiro e as animações sonoras musicais do segundo. Todo o processo de criação de arte sonora é diretamente relacionado a estes e outro artistas e movimentos que desenvolveram produção artística na década de 60 e 70 como a instalação, o happening e a própria música eletroacústica.

Pierre Henri Marie Schaffer (1910 – 1955), francês, criador da música concreta, dizia que o fenômeno musical tem uma tendência a abstração porque a execução propicia o surgimento de estruturas. Estas estruturas são sensoriais e não apenas musicais de forma concreta, com isso as técnicas de reprodução mudam em si mesmas, assim o som passa de uma reprodução textual e se transforma em produção de linguagem e sentidos.

Capesato (2007) investigador em arte sonora define arte sonora como: a reunião de vários gêneros artísticos que estão na fronteira entre música e outras artes, onde o som é o material de referência dentro de um conceito expandido de composição, gerando um processo híbrido entre o som, a imagem, espaço e o tempo.

DeCo Nascimento

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